Eu não quis ir para Boston , voltei para minha casa em Londres e fui a cafeteria. Contei sobre a morte do meu pai e todos ficaram tristes , principalmente a dona da cafeteria que era muito amiga dele . Eu disse que não aceitei ir para Boston , porque queria ficar na minha casa , perto das coisas do meu pai. Fui para a minha casa , logo desabei em lágrimas vendo que a vida não seria a mesma depois disso tudo e que ficaria sozinha lembrando de tudo.
Acabei dormindo de tanto chorar , acordei com o filho da dona da cafeteria me chamando , já estava de noite , ele me chamou para sair e eu aceitei. Fomos em um bar , e lá estava cheio , muitos adolescentes da minha idade bebendo e fumando e jogando sinuca. Quando eu entrei no bar me achei estranha , todos me olharam como se eu fosse uma aberração , mas não era nada demais , só me olharam daquele jeito porque eu nunca tinha ido lá . Foi difícil me acostumar com aquilo tudo , eu nunca tinha visto tantos adolescentes daquele jeito , vivendo a vida loucamente. Decidi acompanhar-los e acabei gostando. De uma hora para outra eu fiquei feliz tinha esquecido de todos os problemas , o melhor remédio para isso realmente é o álcool.
Depois de algumas doses , eu acordei caindo do sofá da minha casa e sem nenhuma roupa , só de calcinha e sutiã. Não lembrava de nada do que tinha acontecido , mas acordei com uma baita dor de cabeça e os problemas voltaram é terrível , mas é bom , não sei explicar o que acontece exatamente.
Acordei cedo e fui na cafeteria , eu devia está com uma cara de acabada , ainda estava um pouco tonta.
mas ainda queria saber o que tinha acontecido naquela noite , pois não lembro de ter tirado a minha roupa , muito menos de ter ido pra casa , logo que eu entrei na cafeteria a amiga do meu pai olhou para minha cara e eu vi que ela não tinha gostado de alguma coisa olhou com aquela cara de ''você fez merda'' ou ''eu sei que você bebeu'', sentei na cadeira e pedi meu café , pedi panquecas com mel , adoro!
E ela ainda me olhava com aquela cara de gente mau , eu já estava ficando sem graça e quando fui morder minha panqueca ela disse ''Se você chegar desse jeito aqui de novo , você não come mais aqui''
e eu pensei ''Tudo bem sua gorda'' , mas eu pedi desculpas e disse que não iria acontecer novamente , mas ela não sabe que a culpa toda é do filho dela que me levou para o mau caminho , comi minhas panquecas e fui para casa inventar alguma coisa para fazer , mas sempre quando eu abria a porta de casa eu me deparava com lembranças , logo que eu entrei em casa me bateu uma raiva tão grande. Como ele pode ter me abandonado ? como ele dizia eu era a filha preferida dele. E ele me abandona assim ? de um modo tão triste..
Eu não sabia o que fazer se eu jogava as coisas fora pelo meu bem ou deixava ali porque ele amava cada coisa que tinha na casa.
Comecei a arrumar as coisas e me deparo com a guitarra vermelha dele , a única coisa que eu lembrei na hora foi ele tocando ''Sultans'' e eu alegre cantando. Eu nunca jogaria a guitarra fora , muito menos quebrar. Aquilo era a coisa mais preciosa que eu tinha . Sinceramente eu não sabia o que fazer naquela casa enorme , era um silêncio tão grande , não aguentava mais ficar ali , Já era umas 15:30 e eu fui na cafeteria de novo , eu ainda queria saber o que tinha acontecido naquela noite. Cheguei lá e logo veio ele me chamando e dizendo que sairia de novo a noite e se eu queria ir. Mas eu disse que queria saber primeiro o que tinha acontecido , o que eu tinha feito e ele disse que eu não tinha feito nada demais , só acabei dormindo jogando sinuca e ele me levou para casa no colo. Mas pera aí e quem tirou minha roupa então ? ai ele veio com a desculpa que estava calor e eu estava muito soada , mas eu vi que ele não tinha falado tudo , estava com um olhar de assustado.
Depois disso aceitei o pedido dele para sair de novo a noite mas disse logo que não tirasse a minha roupa rs
